Afinal, para onde temos que olhar?

A possibilidade constante de um corpo celeste colidir com a Terra e solapar a existência humana já rendeu preocupação, piadas e inspiração.

"Não Olhe para Cima" ganhou este status em muito pouco tempo, alcançando uma repercussão quase astronômica. Funciona como catarse, produzindo sorrisos e gargalhadas embora, em diversos momentos – e lamentavelmente – parece apenas refletir nossa realidade.

Filmes que humorizam os grandes temores sociais, comportamentais e desastrosos já entraram na lista dos top trends cinematográficos. Em breve, esse será um dos clássicos do humor semirealista, retratatando outras esferas do comportamento humano caótico e egoísta.

De qualquer modo, considerando o estado de coisas que se instalou no Brasil nos últimos anos, onde há pessoas, veículos de imprensa, instituições (até mesmo públicas) e organizações seriamente comprometidas com a geração e propagação das fake news, o “Não Olhe para Cima” também evoca uma certa aflição e um gosto amargo.

Fake news, além de destruir a reputação de pessoas e empresas, costumam constituir um campo fértil ao negacionismo que, como temos visto no curso da pandemia, literalmente levas pessoas à morte.

Que num futuro próximo, possamos olhar e seguir em frente sem medo de termos escolhido o caminho errado.