Reestruturação empresarial: você está fazendo isso certo?

Por Eduardo Pires
Qualquer negócio é suscetível a instabilidades. Afinal, dentre muitas outras variáveis fora de controle esta o cenário econômico e suas oscilações. O que podemos fazer é organizar nossa reação às mudanças. Neste sentido, pode ser necessário reestruturar-se empresarialmente.

Reestruturação, nesse sentido significa encontrar soluções para os aspectos que não estão dando certo, como a produtividade baixa ou a queda nos índices de venda.

Quando cogitamos reestruturação empresarial é porque, provavelmente, a organização tem performance aquém do esperado. Para evitar situações irreversíveis, há uma série de alterações estruturais internas que devem ser colocadas em prática, como as políticas organizacionais, o planejamento estratégico e o reconhecimento no mercado, entre muitos outros aspectos.

As medidas serão fundamentais na determinação acerca do atual cenário em que a empresa se encontra, os novos objetivos visados e quais medidas devem ser adotadas para conquistá-los. O processo de reestruturação empresarial requer envolvimento de todos os setores, não somente dos proprietários do negócio. O primeiro passo é identificar qual o estágio atual da empresa para que, assim, possam ser definidos os tipos de reestruturação necessários: será a estratégica e a financeira? Ou quem sabe apenas a mercadológica? Será que o problema não é tecnológico e organizacional? Todos esses questionamentos devem ser pontuados.

Nesse ponto, é essencial buscar apoio profissional em consultorias administrativas e organizacionais que, além de know how e experiência, possam, de fato, agregar estratégias diferentes e que sejam compatíveis à cultura, valores e objetivos da empresa e seus dirigentes, qualquer que seja o tamanho dela.

A pandemia do coronavírus foi decisiva para que muitas pessoas, mesmo sem preparo e planejamento mínimos, tenham decidido empreender, investindo suas reservas em projetos, produtos e serviços que se tornaram essenciais no momento de crise mas que, daqui algum tempo, não farão mais tanto sentido. Para esses empreendedores, a reestruturação de seus respectivos negócios será certa e inevitável.

Por outro lado, para aqueles que foram severamente impactados pelas severas restrições impostas pelo distanciamento social (v.g. turismo) e restrição de aglomerações em lugares fechados (v.g. entretenimento), será necessário prepararem-se para uma retomada de atividades, impulsionada por uma demanda reprimida por meses.

E, para tanto, é absolutamente fundamental estabelecer processos operacionais formais e seguros, assim como cercar-se de garantias legais e contratuais a bem de evitar-se que o investimento feito para iniciar um negócio seja completa e inconsequentemente perdido; ou, no caso do negócio ter sido beneficiado pela crise, as margens de ganho sejam derretidas por uma abrupta mudança de mercado ou mesmo do comportamento do consumidor.

Há ferramentas como a matriz SWOT, responsável por auxiliar nessa tarefa. Essa metodologia ressalta quais os pontos fracos e fortes por meio de métricas confiáveis sobre o comportamento da empresa no mercado. Depois de serem encontradas as informações assertivas sobre os setores que precisam de reestruturação, é hora de começar o planejamento estratégico e reorganizar a equipe e as lideranças.

Após a redefinição de funções, é importante investir em treinamentos e capacitação para esse novo momento, medida que também irá motivar e fortalecer a cultura organizacional. Os gestores devem, então, definir indicadores de resultado que façam sentido com os planos de ação estruturados, acompanhando-os durante essa fase para garantir que as metas sejam atingidas.

Reestruturar a empresa, enfim, mais do que um processo corretivo de rumos após o enfrentamento de uma crise econômico-financeira ou instabilidade interna, é um processo de revisão periódica que, em muitas vezes, servirá como verdadeira ferramenta de prevenção às crises, sejam elas quais forem.

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