Quem será o vencedor da nova era?

Por Eduardo Pires
Os chamados incumbents têm cada vez mais dificuldade para sustentar sua posição no mercado em relação aos attackers. Os ciclos produtivos são menores, há abundância de capital, obsolência tecnológica e redução de barreiras de entradas e custos, mas a grande maioria das empresas não entende de inovação.

Assim, as corporações adotam uma postura passiva diante do futuro incerto, que impõe novos desafios a todo instante. A maioria foca em ações simples e que geralmente são eficazes, como a redução de custos e o incentivo a estratégias com efeitos no curto prazo. Poucas estimulam o ambiente de startup voltado para o desenvolvimento visionário. É difícil largar o conservadorismo e a consistência para correr riscos, mas isso pode ser o que falta às organizações. Os empreendimentos dinâmicos são fundamentais na criação dos mercados, correspondendo melhor às necessidades dos consumidores. O cenário é de competitividade, com a chance de grandes ideias serem descartadas a qualquer instante.

Porém, ideias brilhantes, muitas vezes, exigem insistência e paixão até que os resultados sejam conquistados. Quem será o vencedor dessa era? O empreendedor inovador e que corre riscos ou aquele que vive em sua zona de conforto? Provavelmente, será necessário encontrar o equilíbrio entre os dois mundos: incumbents que conseguem incentivar o ambiente de startup e empreendedores que estabelecem consistência. As grandes empresas precisam criar ambientes menos avessos aos riscos, permitindo o erro, mas sem a penalização pelo fracasso de tentativas que são feitas às pressas, sem planejamento ou fôlego financeiro. Lembre-se: o preparo para diferentes cenários pode ser o diferencial no sucesso de um empreendimento

É praticamente impossível contemplar inovação e sustentabilidade, incumbents e attackers de uma outra para outra. Os lados não se opõem, mas são complementares na estratégia de negócio. Não podemos dispensar a intuição dos empresários, mas a gestão racional do empreendimento deve ser sempre analisada.

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